quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Servir Bem Para Servir Sempre - 16/07/2008


Em São Paulo sempre levaram muito a sério este lema aí em cima, mas pelo visto aqui em Goiânia não o conhecem.
Desde que me mudei para cá, muito tem me incomodado a forma como os prestadores de serviços, comerciantes e atendentes em geral tratam a sua clientela: impacientes, descorteses a até com falta de educação, como se nos fizessem um favor, quando na verdade o que deveria acontecer é o oposto.
Um simples pedido de como você quer o produto que você está comprando, seja um pãozinho mais clarinho ou um queijo cortado mais fino do que o exposto na vitrine, gera tal desconforto, uma mudança de semblante daquele atendente que está ali, que a vontade naquele momento é sair correndo por causa daquele gafe. "Desculpe, não queria irritá-lo".
São estabelecimentos comerciais com funcionários não treinados, espaços imundos e uma clientela merecedora de tudo isso. Eis o ponto.
Ao observar indignada uma série de atitudes ofensivas, percebo que sou uma das poucas a reclamar.
O que tem de mais eu estar numa mesa, onde em volta dela é uma imundície ou esperar na fila de um caixa para que outro cliente vá atrás do que esqueceu no meio do supermercado? Sou a chata nestas situações. Não noto o incômodo nas pessoas ao meu redor que aceitam e acham normal tudo isso.
A falta de concorrêmcia e o estado de conformação das pessoas fazem com que o ser atendido mal é normal.
Daí os desentendimentos entre os clientes à porta de uma padaria, no meio de uma praça movimentada, num bairro tido como nobre.
Um dia destes, praguejando novamente pela espera de uma vaga, o inusitado aconteceu: ao se liberar uma vaga, uma senhora distinta, no seu Corolla preto, invade a vaga que eu aguardava há muitos minutos e, ao questioná-la, ainda sou chamada de burra.
É relevante falar o modelo do carro para se constatar que não se trata de uma pessoa supostamente ignorante. Percebo que aqui a relação é inversamente proporcional - quanto mais dinheiro, maior é a falta de educação e a falta de cidadania.
Isso acontece em estabelecmentos sem ao menos os donos se darem conta - será? - pois até flanelinhas existem no local. Total falta de ordem e mínima preocupação com seus clientes.
Poderia aproveitar também e falar da falta de educação no trânsito, na Lei de Gerson, que todos querem ser os mais espertos e levar vantagem em tudo, mas isso fica para um outro texto.

2 comentários:

  1. Nao concordo totalmente c voce,querida Nani,pq aqui em Goânia existem muitos lugares em q costumo ser bem atendida.E qdo estive em Sp nao fui bem atendida como gostaria.Nao vamos generalizar ok?Quanto às grosseras no transito ,vemos isso em todo lugar,acho errado,ainda falta um bom caminho p se mudar a cultura do "salve-se quem puder!",e sua cidade ,nao é diferente das outras...beijinhos

    ResponderExcluir
  2. A minha cidade é Goiânia. Eu escolhi vir para cá. Se falo daqui é porque moro aqui, faço parte daqui. Se faço comparações é porque tenho com o que comparar. Não compararia com uma cidade que não conheço. Falar que conheço uma cidade porque já a visitei como turista não é conhecer uma cidade.É se iludir com ela. Vc só pode falar que a conhece realmente se já morou nela. Morei em São Paulo por 36 anos, então sei de seus problemas de cor e salteado. E estou aqui há 3 anos e tb já posso falar de Goiânia. Se falo não é porque quero dizer que ela é pior que a outra. Quero que seja uma cidade melhor para mim e não é porque moro nela que vou encobrir os seus defeitos. Então não posso aceitar uma cidade que não respeita os seus cidadãos. Não posso aceitar estabelecimentos comerciais que não valorizam seus clientes que são o seu ganha pão. Enfim, a ideia aqui é mostrar o que há de bom e de ruim em Goiânia sob o meu ponto de vista. Não tenho a pretensão de convencer ninguém, mas tenho o direito de dar a minha opinião.

    ResponderExcluir