segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Onde estava Clarice?


Fomos ao Sarau Letra Livre, no Goiânia Ouro, em homenagem à Clarice Lispector.
Até agora não entendi o que aconteceu lá. Como professora Português e apreciadora de Clarice, imaginava que o evento seria bem diferente.
O evento estava marcado para as 20 horas. Começou às 20h30. Ouvimos um solo de guitarra, ao término, não houve aplauso. Em seguida, o nosso apresentador leu um texto que não era de autoria da Clarice  e já  "intimou" a participação de todos. Ameaçou ler o livro que ele trouxe de um autor gpoiano de 100 páginas se ninguém se apresentasse.
Tentei conexão de internet lá dentro, mas estava dificil. Queria um texto da Clarice, já que não sei nenhum de memória. E diante às ameaças, começaram a se apresentar poetas anônimos, declamando seus poemas, contando causos e uma última que assisti até interpretou.
Última porque me senti frustrada, pois esperava ouvir textos, frases, um pouco da vida de Clarice Lispector. Foi meu limite: 30 minutos de um sarau em homenagem à Clarice, sem Clarice, nem de corpo nem de alma.
Se a homenagem era para ficar só no nome, deveria estar claro tanto no blog Letra Livre, como no site do Teatro Goiânia Ouro.

Sei que a entrada é franca, mas ao menos tinha quer ter um mínimo de estrutura para atender aos que foram: não havia cadeiras suficientes, tivemos que ir em busca delas. E não foi por falta de um espaço acolhedor, nada mais adequado para um sarau do que o hall do teatro, mas percebia-se a falta de organização, um roteiro. O sarau tem como característica a liberdade e a descontração, mas deveriam abrir para a participação do público pelo menos após algo sobre a Clarice que era a homenageada.
Não estou aqui questionando o talento dos que se apresentaram. Aproveitaram a oportunidade de mostrar o seu trabalho, mas simo non-sense de tudo aquilo.
Falaram em 2 anos de sarau, mas neste formato? Gostaria realmente de entender o que foi tudo aquilo. Fica aí o desabafo.
http://letralivrego.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Olha, Nani, já entrei nessas roubadas! A raiva que sentimos de nos sentir enganados. Putz! Como agente da arte em Goiás lamento muito pela experiência frustrada: Por favor, não desanime. Acontecem excelentes apresentações ali.

    P.S: Espero conseguir ficar mais presente. Gosto demais de ler o que vocês escrevem. Pena que meu tempo tem sido tão escasso.
    Beijãozão pra você.

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