quinta-feira, 21 de abril de 2011

Procissão do Fogaréu - Goiás




Desde que me mudei para Goiânia, há alguns anos, ouço falar da Procissão do Fogaréu em Goiás Velho (pois quando mudei para o centro-oeste era assim que esta cidade era chamada), hoje Cidade de Goiás tombada pelo patrimônio histórico da humanidade.

A Procissão do Fogaréu na Cidade de Goiás é uma forma diferente de relembrar um dos momentos mais importantes da semana santa para os católicos. Simboliza a busca e a prisão de Jesus Cristo. A meia-noite da quarta-feira das trevas que antecede a sexta-feira da paixão, dá-se início a procissão. Ela sai da Igreja da Boa Morte (hoje museu da Boa Morte), vai em direção à igreja Nossa Senhora do Rosário onde aconteceu a ceia, quando os Farricocos (personagens encapuzados) chegam, não há mais ninguém ali, seguem em direção a igreja São Francisco ( representa o Monte das Oliveiras) onde Cristo é capturado. Cristo é representado por um estandarte com a sua pintura.

No entanto, se me perguntarem o que eu achei de tudo o que vi, confesso que esperava mais: mais gente, mais escuro, mais emoção.

Todos que falam da procissão, onde quer que você leia, está registrado que as luzes do centro histórico da cidade são apagadas a meia-noite, e que a iluminação acontece apenas com as tochas dos farricocos e de quem acompanha a procissão. Em 2011, não foi assim. Eu estava lá, pelo menos a metade das luzes do centro histórico ficaram acesas e a quantidade de tochas distribuídas para as pessoas da procissão, também foram poucas, e para mim, isto quebrou bastante o encanto do momento. O escuro, o breu da noite com certeza aumenta o mistério do que vai acontecer, cria o clima. A lua era minguante, mas como estava no início, ainda iluminava bem o céu de Goiás Velho, não entendo porque deixaram tantas luzes acesas.

Falavam para mim que o comércio da cidade, nesta parte histórica fica fechado a essa hora, e que não adiantava ter esperanças de comprar nada, pois não encontraríamos nem lanchonete aberta. Ah, ledo engano, em 2011, muitas lojas de artesanato e lanchonetes nas ruas principais, por onde passa a procissão, estavam abertas e funcionando a todo vapor. Isso sem falar nas barraquinhas montadas perto da praça do coreto. O objetivo por ali era o lucro, apenas isso.

Disseram-me também que para acompanhar a procissão o legal mesmo é ficar na frente e "correr" com os farricocos pois assim não se perde nada do evento. Bem, olhei aquelas ruas de pedras tão desiguais, imaginei tudo escuro como breu e mesmo estando de tênis, preferi não me arriscar a tentar acompanhar a procissão e não conseguir. Ah, se arrependimento matasse! Imagina que os farricocos apenas andam acelerados, e mesmo assim, nem tanto. Dá para acompanhar fácil, fácil.

Não sei...Talvez alguma coisa se perdeu nesses 200 anos de procissão....O que eu vi, não foi bem aquilo que tantas pessoas contam. Mas, é mais ou menos assim" Se você não vai, não sabe o que está perdendo, e fica sempre aquele sensação de não ter indo", deu para entender?...rs

Provavelmente, se eu tiver uma oportunidade, voltarei à Procissão do Fogaréu para correr com os farricocos, e assim quem sabe, mudar a minha impressão do que vi e senti.

Dicas:
  • Levar blusa de frio leve;
  • Acompanhar a procissão, na frente, logo atrás dos farricocos;
  • Levar máquina fotográfica;
  • Ir de excursão, pois evita o problema de procurar lugar para deixar o carro.

Um comentário:

  1. Talvez vc tenha sido vítima do famoso 'excesso de expectativa'...abs

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